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Foi instalada em São Joaquim (SC) em novembro de 2005, a Associação Catarinense de Produtores de Vinhos Finos de Altitude – ACAVITIS, que congrega os produtores de uva e vinhos de altitude distribuídos por três regiões catarinenses: de São Joaquim, de Caçador e de Campos Novos. Reunidos em 37 empreendimentos, respondem atualmente por 300 hectares de vinhedos.
O objetivo principal será o de defender os interesses dos produtores de uvas e de vinhos de altitude de Santa Catarina, dar subsídios às políticas públicas, viabilizar a qualificação e certificação dos produtos dos seus associados especialmente em virtude das fraudes que se fazem com vinhos de qualidade superior. Não foi por outra razão que a França desde 1905 começou a estabelecer regras visando à regulamentação das denominações de origem e, por conseguinte, a autenticidade da rotulagem.
Além disso, a ACAVITIS desenvolverá projetos visando ao financiamento da vitivinicultura, ao fortalecimento de instituições ligadas ao desenvolvimento tecnológico da atividade e ao fomento da capacitação da cadeia produtiva.
Atualmente, a uva predominante é a Cabernet Sauvignon, mas também já se implantaram ou estarão implantados ainda em 2006, vinhedos com Merlot, Pinot Noir, Cabernet Franc, Sangiovese, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Trincadeira e Malbec, entre outras. Tanto a Epagri, quanto as universidades e a iniciativa privada buscam nesse momento, encontrar parâmetros de confiança para decidir sobre cultivares, sistemas de condução, espaçamento, produtividade e tantos outros elementos norteadores da qualidade da uva.
Afinal, é a qualidade da uva colhida o fator mais importante de todos aqueles que influenciam na elaboração do vinho. Isto se deve a sua composição química e às inúmeras e complexas substâncias compõem as uvas e sua transformação ao vinho.
Por outro lado, a composição das uvas depende de numerosos fatores, como o clima e o micro-clima onde está o vinhedo; o tipo de solo, quanto a sua composição física e química; a idade do vinhedo; o tipo de poda e o sistema de condução empregado e a densidade de plantas no vinhedo.
Apesar de o homem poder modificar as plantas e sua forma de produção, o que se observa é que a ingerência dele quanto ao clima é muito pouco, se limitando basicamente ao uso de irrigação, cobertura e quebra-vento.
Mas, como a uva é cultura existente em todos os continentes, algumas regiões se destacam mais que outras nomeadamente pela qualidade de seus vinhedos. È importantíssimo, portanto, observar e discutir antes da implantação do vinhedo para se escolher o local mais adequado à sua formação, haja vista as condicionantes que interferem na qualidade do vinho e o tempo necessário requerido à estabilização dos vinhedos.
Neste espaço, a ACAVITIS gostaria de discutir doravante, esse e outros temas que impliquem em dúvidas e esclarecimentos sobre a vitivinicultura da Região Serrana e os vinhos finos de altitude.
Francisco Assis de Brito – Diretor Administrativo da Acavitis. |