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Os primeiros resultados que estão surgindo dos vinhos da Região Serrana Catarinense, estão sendo, no mínimo, animadores.
Cremos que estamos no caminho certo, entretanto, mesmo nas regiões vitivinícolas mais tradicionais em volta do mundo, entende-se que a vitivinicultura é um eterno aprender.
O papel fundamental da Associação Catarinense de Produtores de Vinhos Finos de Altitude (ACAVITIS) é, em síntese, zelar pela continuidade e ascensão da qualidade das uvas e, conseqüentemente, dos vinhos elaborados através de do suprimento de necessidades para a qualidade com suporte e difusão do que já foi conquistado.
No mundo globalizado em que vivemos, a pressão econômica traça linhas objetivas e dinâmicas, as quais, muitas vezes, divergem dos princípios básicos da vitivinicultura de qualidade.
É preciso saber que, para elaborar bons vinhos em condições geográficas prósperas para tal, necessita-se de muito trabalho, muita persistência e principalmente, muito conhecimento. A simbiose disto galga um patamar qualitativamente confortável. Contudo, em nenhum momento, os viticultores da Região Serrana Catarinense, devem ceder às pressões imediatistas em detrimento da qualidade.
Catalizar os meios para disponibilizar recursos humanos, tecnológicos e financeiros aos vitivinicultores, a fim de desenvolver uma base de sustentabilidade econômica e qualitativa, também será papel da ACAVITIS. Será necessária uma unissonia com objetivo único denominado “qualidade”.
A região em questão está privilegiadamente bem situada na geografia, agregando desta forma, certos componentes qualitativos à matéria prima (UVA), a qual é a essência de tudo. A umidade relativa do ar normalmente baixa, gradiente térmico elevado, temperaturas amenas no período de maturação das uvas, evaporação rápida da umidade absorvida pelo solo através das chuvas e freqüente movimentação do ar em decorrência da altitude, são fatores de aporte qualitativo ao tão cobiçado produto.
Entende-se que, através da ACAVITIS, surge a necessidade da difusão dos meios para maximizar a qualidade do produto, através do aproveitamento das potencialidades naturais existentes, aliadas aos conhecimentos aplicados.
A busca incessante de técnicas e tecnologias enológicas, aliadas ao aprimoramento constante na viticultura, tecerão e consolidação a base da sustentabilidade qualitativa, essencial para o crescimento social, conceitual e econômico da região como um todo.
Se todas as partes envolvidas: ACAVITIS, viticultores, enólogos e instituições de pesquisa e de ensino, utilizando os meios difusores mais eficientes possíveis, se envolverem com determinação para transmitir os meios necessários para a construção da qualidade, certamente o reconhecimento e sucesso farão parte da região.
Orgalindo Bettú - Enólogo.
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