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Os vinhos finos de altitude, produzidos entre 900 metros e até 1.400 metros, em três regiões de Santa Catarina (São Joaquim, Campos Novos e Caçador), foram colocados na metade deste ano, pela primeira vez, numa grande vitrine: a Expovinis. Esta é a maior feira da América Latina e que reúne todos os anos, em torno do vinho, na cidade de São Paulo, milhares de profissionais e apreciadores de diferentes partes do mundo.
Para muitos participantes, a grande novidade do evento deste ano estava em um estande com nome diferente: ACAVITIS. No local, para surpresa de todos, estavam os produtores de quatro vinícolas de Santa Catarina – Pisani/Panceri, Quinta da Neve, Villa Francioni e Villagio Grando.
A primeira surpresa era o próprio nome - ACAVITIS - com o significado ao lado “Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude”. A segunda surpresa vinha depois de provar os vinhos e constatar as inúmeras qualidades de cor, aroma e paladar. A terceira surpresa era saber que os vinhos são originários de uma nova região de Santa Catarina e que os produtores estavam ali, juntos, falando sobre seus vinhos e sobre a promissora região catarinense.
A mensagem mais importante que ficou para quem teve esse primeiro contato, foi de que na Serra Catarinense os produtores estão unidos, com o compromisso de formar um novo pólo de qualidade do vinho brasileiro. Os visitantes ficaram admirados em saber que todos os produtores plantam uvas vitiviníferas, no sistema de espaldeiras (em fileiras) para captar mais sol e com baixa produção por parreira para assegurar a qualidade do vinho.
Na parte de vinícola, a Villa Francioni é a grande referência da região. Isso devido à sua beleza e por um detalhe inovador no Brasil: toda vinificação é pelo sistema de gravidade, sem bombeamento, o que é determinante para o vinho manter suas qualidades naturais. O projeto da Vinícola Quinta da Neve, em fase de conclusão, também prevê o sistema de gravidade. Outras vinícolas devem manter esse sistema como marca de inovação e de compromisso com a qualidade da região.
Com o empenho conjunto de produtores, técnicos, professores e, dirigentes de empresas públicas e privadas, está sendo criado o Instituto Catarinense de Tecnologia em Vitivinicultura para garantir a formação de mão-de-obra e respaldar padrões com um selo de qualidade para os vinhos da região. Já podemos pensar em um nome conjunto para marcar esses vinhos. Também podemos pensar em um padrão de rolhas e de garrafas com a marcação especial de um símbolo forte da região.
Temos hoje espírito e vontade para tudo isso. Estamos no caminho certo de criar e fortalecer um novo pólo, mas vigoroso, do vinho brasileiro. Assim, mais que fazer bons vinhos, vamos mudar o panorama futuro de toda uma região, carente de desenvolvimento econômico e social. Com certeza, nenhuma outra bebida ou alimento tem a capacidade do vinho de aglutinar pessoas e gerar riquezas e bem-estar em uma região.
Acari Amorim é sócio da Quinta da Neve e Diretor de Comunicação e Marketing da Acavitis. |